sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Uma oportunidade apareceu em Fevereiro, uma mudança de que precisava, um virar de página para um capítulo completamente novo. Pensava que seria para melhor mas hoje, 9 meses depois, o tempo de gerar um novo ser, tudo está na mesma e eu sinto-me tão vazia de mim como sempre aconteceu.
Nasci mesmo amaldiçoada, as equações podem mudar à minha volta que eu continuo com o destino sombrio que me foi atribuído. Vale a pena lutar? 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Encontrei alguém que escreve melhor do que eu e sente mais ou menos o mesmo. Com um pouco de corte e costura, e algumas palavras pessoais, é assim o vazio em que me transformei e que ninguém conhece. 

Dei por mim a sentir algo que não deveria sequer sentir e reconhecer. Dei por mim a morrer a cada dia que passa.
A minha rotina diária torna-se incansavelmente persistente e cansativa. Dura. Desgastante. Onde todos notam o meu aspecto abstracto, o meu olhar fundo e a minha alma caída sabe-se lá onde e porquê.
O problema sempre foi a incerteza. Custa-me tanto ter que acordar com um peso enorme em todos os pontos do meu corpo, sinto uma pedra enorme a ferir-me as costas enquanto que o meu peito tenta abraçar-me. Tenho-me esforçado para que todos os diálogos virem monólogos, tenho preferido a minha solidão nada genuína à pseudo presença de qualquer outra alma, tenho tido demasiados pensamentos que não ficam proferidos. Eu não posso fingir que estou bem, ou talvez posso e até consiga. Eu tento não pensar sobre a dor que sinto por dentro, ou talvez não.
Algumas vezes, tudo o que eu posso fazer é deitar-me sobre o meu colchão com os lençóis em contacto com a minha pele e ficar com esperança de adormecer antes de me desmoronar. Dou por mim às três da manhã porque está tão frio dentro de mim que não consigo fechar os olhos por nada. Eu sou para onde estou a ir e onde eu gostava de ir.
Todos os componentes que constituem a minha vida viraram pontos de referência para os meus olhos, todos eles tão interessantes e tristes, desinteressantes e felizes. A parte mais infeliz e assustadora não é o sentimento de solidão ou a escuridão que me preenche apesar da dor iminente de vazio mas sim a realização de que me perdi completamente afundando-me nas minhas insónias às duas da manhã porque eu perdi a habilidade de dormir e nem consigo chorar porque já nem me importo, se bem que muitas vezes as lágrimas teimam em sair sem que eu queira mas sabendo que elas nada resolvem. Nem assim elas drenam a imensidão de água e vazio que sinto no meu corpo.
Por favor, entendam que estou a tentar o melhor que consigo para ultrapassar isto, sozinha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pela primeira vez tive de fazer batota para cuidar de mim. Foram dois dias muito produtivos que espero que venham a dar frutos. Estou no bom caminho, que a sorte me sorrria por favor :)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O Natal foi pacífico, teve as confusões do costume na cozinha, família no quentinho de casa, 4 patas a fazer palhaçadas, prendas e muita comida na mesa. Foi bom, que se repita assim muitas vezes.
Já a passagem de ano foi para recordar! Foi a primeira, na minha vida de adulta, fora de Lisboa atraídos por 15 minutos de fogo de artíficio que de facto valeu bem a pena. De resto, deixámos o restaurante após duas horas de espera ao frio em que só nos serviram pão, manteigas e refrigerantes. Tivémos de pegar no coxo, subir uma imensa escadaria e comer o último jantar do ano numa roulote, tudo novidades para mim. Mas ao bater da meia noite, brindámos ao novo ano com passas e um espumante que me deixou a tagarelar até chegarmos de novo à nossa margem, amizade e amor. Que isto seja o presságio de um ano novo de 2016 cheio de coisas boas e de mudanças positivas, precisamos todos disso.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Mais um Natal à porta, só peço que seja tudo calmo e tranquilo, sem gritos ou idas ao hospital. Please please please.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Gosto de ti e tu gostas de mim mas, cá no fundo, sinto que a minha vocação, mais do que o meu destino, é ser só.