quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Este ano irei ver a casa de Anne Frank. Li o livro em miuda, devia de ter uns 14 ou 15 anos mas não compreendia a dimensão do que tinha acontecido àquela garota quase da minha idade. Já não me recordo de muita coisa que lá li, antes de ir a Amesterdão terei de o ler novamente, mas conforme vou organizando a minha viagem e com todas as notícias sobre o Dia Internacional do Holocausto que se comemorou ontem, dei por mim a tropeçar num documento do Público que descreve uma visita à casa. Concordo que se tenham mantido e reabilitado os campos de concentração e memórias deste negro período da história. É necessário haver a lembrança do quão horrível pode ser o ser humano para com o próximo e de como é importante evitar que a história se repita. Irei em homenagem à Anne e a todos os que como ela sofreram, sei que me vou emocionar porque até mesmo o sofrimento alheio mexe cá dentro, mas irei. Até lá Anne.
Ontem fui pela primeira vez de Comboio até Sintra e sobrevivi!
Assim sendo estou apta para qualquer destino, nomeadamente o Bangladesh.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Já percebi que não vai dar e que portanto terei de fazer mais uma viagem sozinha. A culpa não é tua e ainda há aquele restinho de esperança mas eu prefiro mentalizar-me que mais uma vez só poderei contar comigo. Claro que fico triste mas não será por causa disso que não deixarei de o fazer. Eu preciso disto! Preciso de arejar portanto irei colocar mais uma vez a vida na mochila e partir ao desconhecido. Vai correr bem, vou regressar confiante que foi uma decisão acertada e que no futuro a acontecer, partirei de novo de mochila às costas para descobrir um cantinho novo que me permita sustentar os 11 meses que se adivinham sentados numa cadeira de escritório. 
Gostamos um do outro mas somos diferentes e respeito isso. Vives para os motores e é neles que se encontram os teus sonhos, as tuas ambições. Vendo as coisas por outro lado, não gastando dinheiro nos meus sonhos poderás ter para os teus, e se isso te deixa feliz, então estarei feliz ao teu lado.
Não te vou chatear mais com este assunto e em Março vou oferecer a tão esperada prenda a mim mesma. O destino está mais que escolhido e até já comecei a consultar dicas e truques de outros viajantes. É um desconhecido já com algum conhecimento de causa mas que me torna os dias tão mais leves até chegar a altura de embarcar num avião.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Comprar livros e viajar é um investimento que fazemos em nós próprios!
Confesso que é onde gasto a maior parte do meu dinheiro portanto, estando a fazer um investimento em mim, já não me faz sentir tão esbanjadora.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Hoje tive mais um sonho idiota que dava um fabuloso guião para o Steven Spielberg. A grande diferença é que, para além de me lembrar dele, tu também entraste e de manhã enquanto me vestia fui revivendo mentalmente o sonho várias vezes para não me esquecer de to contar.
Sonhei então que me tinha abonecado e ao ir para tua casa, o elevador avariou e ficou preso entre pisos, deixando só uma pequena abertura no chão onde eu estava. Todos os vizinhos foram ver a tragédia e estavam para chamar os bombeiros para me tirar de lá porque se eu tentasse, a qualquer momento o elevador podia continuar a trabalhar e eu era cortada a meio. Mas como estava com muitas saudades tuas e as portas do elevador era tipo daquelas antigas em grade, eu lá me decidi a sair muito rapidamente embora o espaço fosse tão apertado que fiquei sem roupas e os teus vizinhos muito perplexos. Entretanto lá entrei em tua casa e tu deste-me um cobertor quentinho para me embrulhar. Fomo-nos sentar à mesa da cozinha e tu estavas a almoçar batatas cozidas com ervilhas que em vez de bolinhas eram discos. A tua avó dizia que eram umas ervilhas especiais que arranjou por 1€ um saco de 10kg. Estava eu fascinada a ver-te comer uma pratada de pequenos discos e comecei a sentir-me adoentada. Então a tua mãe foi buscar uma mega caixa de medicamentos e deu-me um. Eu perguntei se tinha penicilina e a tua mãe ficou super ofendida a barafustar que não confiava nela e que todos os medicamentos eram naturais. Lá lhe expliquei que era alérgica, ela acalmou-se, deu-me um comprimido que me meteu a dormir de imediato. Estava eu a dormir quando a tua mãe se lembra que o teu avô estava na casa de banho desde manhã cedo, foram lá buscá-lo, eu acordei com o aparato e ele sentou-se na minha cadeira porque estava quentinha, enquanto tu acabavas de comer os discos de ervilhas. Depois no momento a seguir, como estavas muito triste, a tua mãe internou-te num hospício que funcionava no apartamento de umas enfermeiras muito irresponsáveis, e eu como não concordava, fingi-me de maluca para ser internada e raptar-te. Assim que lá cheguei havia um gajo com uma pressão de ar a disparar chumbos para toda a gente, eu meti-me à tua frente para que não fosses atingido mas mesmo assim um deles furou-te o pé. Aquilo doía-te horrores mas se te queixasses já não podias fugir. Então eu ajudei-te a atravessar o apartamento que estava cheio daquelas estruturas com rodinhas para o soro nos hospitais que dificultou imenso a tarefa de te carregar coxo, e aproveitando que alguém abriu a porta, meti-te na rua e pedi para esperares por mim que saía assim que alguém abrisse a porta de novo. Contudo as enfermeiras estavam a chamar toda a gente para comer ficando difícil alguem abrir a porta e eu fiquei preocupada que te fosses embora. Então um velhote que estava lá internado com a neta, lá meteu o código certo e quando a porta ia a abrir eu acordei.

Pergunta: Devo fazer uma inscrição voluntária no Júlio de Matos?

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ontem peguei na nossa história que me escreveste para a ler novamente, ela dorme ao meu lado na mesa de cabeceira, sabias? E mais uma vez me causou um sorriso e uma lágrimano canto do olho (como na música!). O sorriso é daqueles mesmo sinceros que vem directamente do coração, caso ele pudesse sorrir. É tão bom quando encontramos alguém, que tivemos à espera a vida inteira, para amar e ser amado, e eu sinto-me assim quando estou contigo. A lágrima é como as que saem quando leio um livro mega romântico em que, um breve desastre acontece mas que depois tudo fica bem entre os dois heróis da história. É uma lágrima de quem, mesmo passado um ano, ainda não acredita que pode ter assim uma história tão bonita mesmo ao lado da almofada todos os dias. É uma verdadeira lágrima de felicidade e surge ao mesmo tempo que o sorriso....um sorriso que curiosamente deu início a tudo sem eu ter essa intenção. Um sorriso que terás sempre para te alegrar os dias e saberes que és amado. Sorris para mim também?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

2015, um ano novo que começou com imenso frio e com algumas situações que foram estragar aquela alegria inicial de quem espera ter novos 365 bons dias. 
Tal como a vida me ensionou, é preferível não criar expectativas porque coisas boas raramente me estão destinadas. Em todas as passagens de ano costumo imaginar que é desta que poderei ser feliz e dou-me ao luxo de pedir desejos. Este ano foi diferente e não pedi nada! Sorri, fiz barulho, beijei, abracei e vi um puto super feliz por o chão estar cheio de purpurinas. As crianças conseguem ser tão felizes com coisas simples. Gostava de ter essa capacidade de só processar as coisas boas e não ser afectada pelas más.
E assim, sem sonhar muito alto, espero que este seja um ano simples e que no final, quando todos os dias estiverem nos pratos da balança, o prato positivo seja o mais pesado. Feliz Ano Novo!