Hoje tive mais um sonho idiota que dava um fabuloso guião para o Steven Spielberg. A grande diferença é que, para além de me lembrar dele, tu também entraste e de manhã enquanto me vestia fui revivendo mentalmente o sonho várias vezes para não me esquecer de to contar.
Sonhei então que me tinha abonecado e ao ir para tua casa, o elevador
avariou e ficou preso entre pisos, deixando só uma pequena abertura no
chão onde eu estava. Todos os vizinhos foram ver a tragédia e estavam
para chamar os bombeiros para me tirar de lá porque se eu tentasse, a
qualquer momento o elevador podia continuar a trabalhar e eu era cortada
a meio. Mas como estava com muitas saudades tuas e as portas do
elevador era tipo daquelas antigas em grade, eu lá me decidi a sair
muito rapidamente embora o espaço fosse tão apertado que fiquei sem
roupas e os teus vizinhos muito perplexos. Entretanto lá entrei em tua
casa e tu deste-me um cobertor quentinho para me embrulhar. Fomo-nos
sentar à mesa da cozinha e tu estavas a almoçar batatas cozidas com
ervilhas que em vez de bolinhas eram discos. A tua avó dizia que eram
umas ervilhas especiais que arranjou por 1€ um saco de 10kg. Estava eu
fascinada a ver-te comer uma pratada de pequenos discos e comecei a
sentir-me adoentada. Então a tua mãe foi buscar uma mega caixa de
medicamentos e deu-me um. Eu perguntei se tinha penicilina e a tua mãe
ficou super ofendida a barafustar que não confiava nela e que todos os
medicamentos eram naturais. Lá lhe expliquei que era alérgica, ela
acalmou-se, deu-me um comprimido que me meteu a dormir de imediato.
Estava eu a dormir quando a tua mãe se lembra que o teu avô estava na
casa de banho desde manhã cedo, foram lá buscá-lo, eu acordei com o
aparato e ele sentou-se na minha cadeira porque estava quentinha,
enquanto tu acabavas de comer os discos de ervilhas. Depois no momento a
seguir, como estavas muito triste, a tua mãe internou-te num hospício
que funcionava no apartamento de umas enfermeiras muito irresponsáveis, e
eu como não concordava, fingi-me de maluca para ser internada e
raptar-te. Assim que lá cheguei havia um gajo com uma pressão de ar a
disparar chumbos para toda a gente, eu meti-me à tua frente para que não
fosses atingido mas mesmo assim um deles furou-te o pé. Aquilo doía-te
horrores mas se te queixasses já não podias fugir. Então eu ajudei-te a
atravessar o apartamento que estava cheio daquelas estruturas com
rodinhas para o soro nos hospitais que dificultou imenso a tarefa de te
carregar coxo, e aproveitando que alguém abriu a porta, meti-te na rua e
pedi para esperares por mim que saía assim que alguém abrisse a porta
de novo. Contudo as enfermeiras estavam a chamar toda a gente para comer
ficando difícil alguem abrir a porta e eu fiquei preocupada que te
fosses embora. Então um velhote que estava lá internado com a neta, lá
meteu o código certo e quando a porta ia a abrir eu acordei.
Pergunta: Devo fazer uma inscrição voluntária no Júlio de Matos?
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