Já percebi que não vai dar e que portanto terei de fazer mais uma viagem sozinha. A culpa não é tua e ainda há aquele restinho de esperança mas eu prefiro mentalizar-me que mais uma vez só poderei contar comigo. Claro que fico triste mas não será por causa disso que não deixarei de o fazer. Eu preciso disto! Preciso de arejar portanto irei colocar mais uma vez a vida na mochila e partir ao desconhecido. Vai correr bem, vou regressar confiante que foi uma decisão acertada e que no futuro a acontecer, partirei de novo de mochila às costas para descobrir um cantinho novo que me permita sustentar os 11 meses que se adivinham sentados numa cadeira de escritório.
Gostamos um do outro mas somos diferentes e respeito isso. Vives para os motores e é neles que se encontram os teus sonhos, as tuas ambições. Vendo as coisas por outro lado, não gastando dinheiro nos meus sonhos poderás ter para os teus, e se isso te deixa feliz, então estarei feliz ao teu lado.
Não te vou chatear mais com este assunto e em Março vou oferecer a tão esperada prenda a mim mesma. O destino está mais que escolhido e até já comecei a consultar dicas e truques de outros viajantes. É um desconhecido já com algum conhecimento de causa mas que me torna os dias tão mais leves até chegar a altura de embarcar num avião.

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