segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Lá passou mais um Natal com balanço positivo. Em casa com a família, bacalhau cozido com couves, muitos doces (mais uma vez consegui inventar e o tronco de natal passou a paletes de natal que, quando coberto de chocolate, tornou-se numa bosta natalícia), cabrito no dia seguinte e muito mais. Comi tanto nestes dias como no mês anterior inteiro! Saía sempre da mesa com aquela troca de palavras na cabeça:
- "Xiiii, comi que nem um abade!
- Desculpe, o senhor comeu foi que nem uma besta porque abade sou eu e não comi tanto!"
Vou portanto ficar os próximos dias deitada no sofá a digerir a enormidade de comida, com uma mantinha nas pernas e um dos meus 9 novos livros na mão.
Um beijo, um queijo e até pró ano!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mais um Natal à porta e a loucura habitual nos dias de véspera. Malta que todos os anos diz que não repete a proeza de deixar tudo para a última....e deixa! 
Este ano consegui comprar tudo com antecedência e quase sem levantar o fofo da cadeira do atelier. Abençoada tecnologia que ainda dá descontos! Mas fica sabendo que a tua prenda principal foi escolhida e apalpada lá na loja, as outras prenditas pequeninas não me correram assim tão bem, mas a grande foi paixão à primeira vista. Espero que te apaixones por ela também, só tens de esperar até à meia noite de amanhã!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Tu gostas de gadgets e tecnologias malucas, eu gosto de papel e muitas canetas ou lápis. Tu vives no mundo das motas e carros, eu vivo no mundo da arquitectura e viagens. Tu és chocolate branco, eu sou chocolate negro e amargo. Tu ficas a meter o sono em dia, eu vou ao ginásio bater em "meninos". Tu conheces todos os lugares e nunca te desorientas, eu faço um esforço por não me perder onde moro. Tu tens montes de amigos e fazes questão de estar imensas vezes com eles, eu ligo aos meus quando fazem anos ou existe algo específico para falar. Tu és quente e sempre com calor, eu tenho imenso frio e vivo de termostato avariado nos graus negativos. És impulsivo e compras algo quando gostas, eu pondero tudo e sou mais pragmática.

Tens aquilo que me faz falta e eu o que faço falta a ti. Tu orientas-te para Norte, e eu para Sul. Juntos completamo-nos e conseguiremos dar a volta a tudo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

"O doce sabor de uma mulher deslumbrante", de Gabriel García Márquez

Uma mulher deslumbrante
não é aquela que mais
homens tem a seus pés.


Mas sim aquela que tem
apenas um que a faça
realmente feliz.


Uma mulher formosa não
é a mais jovem.
Nem a mais frágil, nem aquela
que tem a pele mais sedosa ou
o cabelo mais chamativo.


É aquela que com apenas
um sorriso franco e aberto
e um bom conselho pode
alegrar-te a vida.


Uma mulher de valor não,
é aquela que tem mais
títulos ou cargos acadêmicos,


E sim aquela que sacrifica
seus sonhos temporariamente
para fazer felizes os demais.


Uma mulher deslumbrante não
é aquela mais ardente e sim a
que vibra ao fazer amor somente
com o homem que ama.


Uma mulher deslumbrante não
é aquela que se sente adulada
e admirada por sua beleza e
elegancia,


E sim aquela mulher firme
de caráter.
Que pode dizer "Não".


E um Homem...


Um homem deslumbrante
é aquele que valoriza uma
mulher assim...


Que se sente orgulhoso de
tê-la como companheira...


Que sabe acaricia-la como
um músico virtuoso toca
seu amado instrumento...


Que luta a seu lado compartilhando
todas as suas tarefas, desde lavar
pratos e preparar a mesa, até
devolver as massagens e o carinho
que ela te proporcionou antes.


A verdade, companheiros homens
é que as mulheres com mania de
serem "mandonas" não levam
vantagens...


Que tolos temos sido e somos
quando valorizamos um presente
somente pela vistosidade do pacote.


Tolo e mil vezes tolo o homem que
come sobras na rua, tendo um
deslumbrante manjar em casa!


Esse texto é para as mulheres
deslumbrantes para reforçar
sua auto estima e para os homens
para que meditem sobre isto.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Apesar de não me apetecer inicialmente, lá consegui saltar da cama mais cedo e comer um croissant morno com manteiga e fiambre. Quando acabei estava bem melhor, a quebra na rotina por vezes é uma necessidade e esta foi acompanhada de leite ucal.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Em tempos idos em que o grande sucesso da internet era o mIRC utilizei o nickname de hannya. Tinha visto um filme onde se mencionava que hannya era um demónio feminino e na altura era como me sentia e, como tal, passei a utilizar esse nickname para várias páginas da net. 
Hoje em dia já não faz grande sentido usar nicknames, com esta proliferação das redes sociais e a partilha dos nossos dados pessoais em troca de um vale de desconto de 10 cêntimos, facilmente se encontra qualquer pessoa e assim deixei de ser a hannya. Contudo tropecei neste blog e voltei a reviver toda aquela revolta e sensação de usar uma máscara como nos demónios hannya.

"Quanto aos ‘demônios’, fala-se que, no budismo japonês, hannyas equivaleriam aos intensos e confusos sentimentos humanos, como o ódio, o ciúme, a tristeza, a paixão e o amor, que, em excesso, poderiam transformar as pessoas nessas criaturas."

Por vezes o nome ainda me serve como uma luva. Como quando me sinto desvalorizada no trabalho e tenho de manter um sorriso, quando a família me ignora ou me irrita eu tenho de ter paciência e engolir mais um sapo, quando me sinto sozinha e tenho de achar que é culpa minha, quando as pessoas à minha volta agem como se fossem o centro do universo e eu tenho de entrar no jogo com uma vénia. 
Raramente posso tirar a máscara, a verdade não interessa a quem me rodeia e é fundamental que pareça estar sempre bem. Tenho medo que os "intensos e confusos sentimentos humanos" que se formam por baixo da máscara um dia ganhem esta luta e substituem aquilo que a máscara tão bem disfarça. Não quero que o ódio se apodere de mim ou que a tristeza me leve a melhor mas tem dias que, infelizmente, isso acontece. Existe muita mas mesmo muita gente que tem tão pouco, que sofre horrores, que vive pesadelos inconcebíveis e até isso me deixa mais angustiada porque não tenho motivos para me sentir assim mas a verdade é que me pergunto o que ando cá a fazer. Tem sido cada vez mais difícil mas todos os dias, ainda entre lençois, tenho de me convencer a existir mais um dia. É só mais um dia até! Até às férias em que consigo dar-me um cheirinho de felicidade, até ao fim de semana em que consigo fugir de parte dos meus problemas, até sábado porque queres estar comigo, até àquela hora e meia em que venço a preguiça, calço as luvas e descarrego as frustações a esmurrar um saco de boxe.
A vida é como atravessar um fosso caminhando por cima de uma frágil corda cujas regras são sómente não olhar para baixo, não olhar para cima do ombro, ignorar o mundo e esperar que este seja capaz de retribuir esse favor. Tudo isto com a máscara posta conforme quem esteja na ponta da corda a espicaçar ou a incentivar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

"Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Estou sushizada! Sempre que vou a um restaurante de "coma sushi até empurrar com o dedo" digo para mim mesma, muito resoluta, que para a próxima não posso comer tanto. Só é pena que não consiga dar ouvidos a mim própria. Concluindo e baralhando, cheguei à conclusão que o gengibre em pickles (gary, gari ou gory conforme a vontade do freguês) tem um satânico sabor a sabonete que quando se prova faz com que perdemos toda e qualquer alegria de viver.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

E porque este cantinho serve para desabafar e escrever devaneios, tem dias que parece que o mundo decidiu acelerar, as pessoas acompanham essa mega viragem e eu fiquei parada no tempo. Isto está tudo a acontecer muito depressa e eu mais uma vez fiquei naquele limbo onde o ontem, o hoje e o amanhã são sempre iguais a si mesmo. 
Em miuda nunca tive grandes expectativas para mim mas achava que lá no fundo, mesmo no fundinho, poderia dar-se um milagre e eu tornar-me alguém. Afinal nem essa parca esperança existiu. Fiz bem em não sonhar com um pedestal, assim a queda é só de um mero degrau.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Não posso ver fotos de comida com ar deliciosamente comestível, fico logo com o estômago a reclamar mesmo após ter comido uma pratada de comidinha da mãe ao almoço. São os sites aqui a passar à minha frente e eu a pingar como o meu 4 patas. Simplesmente crueldade. Tenho dito!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Celebrámos o nosso primeiro ano juntos, o primeiro de muitos que aí vêm. Fizeste-me uma surpresa boa, mas tão boa que não estava de todo à espera. Foi uma novidade para mim, nunca ninguem se dedicou tanto a fazer-me algo como tu e isso é só um dos imensos motivos que me dão esperança. Esperança que seja desta, que tenhamos os dois finalmente acertado um no outro e juntos iremos sorrir durante muitos e muitos anos. 
Já sabes que os meus dotes vão para a bricolage, origamis e eventualmente tartes de maçã. Tu tens muito mais jeito que eu para escrever, és o verdadeiro poeta do meu coração, mas venho aqui utilizar o espaço de antena deste meu cantinho para anunciar que te amo muito minha alpaca quentinha. Obrigada por estes 365 dias maravilhosos e inesquecíveis.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sabem aqueles dias em que o que sabe bem é ficar no sofá com uma manta nas pernas, um bom livro nas mãos e...sonhando muito....uma lareira a crepitar ao fundo? Pois, é isso que eu mais desejava agora mesmo. Aquela lamparina que costuma acender no painel de instrumentos do carro não tem génio dos desejos pois não?


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Está escolhido, Bruges, Bruxelas e Amesterdão! Agora é começar um piggy bank para quando chegar a Março oferecer-me uma merecida prenda (hoje estou assim pró egoísta). Queres vir comigo?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sou o o plâncton da cadeia alimentar deste atelier e não me ocorre nenhuma solução para alterar isso a não ser mandar tudo isto à gaita e procurar outra coisa. 
Já desabafei, sinto-me melhor, obrigadinha blogger!
Uma das coisas que mais detesto é ter de andar com os pés molhados. Claro que não estou a falar do pé descalço na praia mas sim de um dia de chuvada em que as botas falham e fico com peixinhos nas meias. Em dois dias o São Pedro lixou-me os planos e venceu 2 pares de botas que considerava invencíveis. Hoje que trago umas à prova de tudo está um sol bestial. És um tipo lixado São Pedro!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Pois é, também sou uma "moçoila em idade casadoira, com estudos e uma boa anca (uma “anca parideira”, diria a minha avó, perante as mais variadas audiências - “boa para uma ninhada” - enquanto me dá vigorosas palmadas na coxa)."

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Desde que estragaste os meus fabulosos planos de prenda de Natal que ando para aqui a magicar o que te hei de oferecer. Tu mereces o mundo e queres mesmo uma mota. Acho que vou pegar num daqueles globos terrestres de secretária, colar numa mota e....voilá...é exactamente a prenda ideal. Ah, e uns boxers do Pai Natal a fazer ho ho ho!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ainda estava eu deitada de manhã no quentinho dos lençois, o 4 patas acorda, olha para mim e vem dar uma lambedela na minha mão enquanto abanava a cauda em forma de salsicha toscana. Com um "bom dia" assim não há quem fique mal-disposto.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Gosto muito de viajar, acho que conhecer lugares novos é das coisas que mais prazer me dá na vida. O desejo de ir ver um local desconhecido é tão forte que até já me aventurei sozinha por terras de nuestros hermanos para reviver Madrid, maravilhar-me em Toledo e descobrir Bilbao. 
Poder viajar pelo menos uma vez por ano é uma necessidade, são 11 meses a desejar que cheguem as férias para poder ir a algum sítio novo e quando regresso começo a magicar onde gostaria de ir....daí a 11 meses. É uma ansiedade grande, daquelas que dá vontade de arranjar um calendário e riscar os dias que passam até chegar ao grande dia em que tenho as malas feitas e "adeus e um queijo".
Para piorar, todos os dias recebo no email ideias e promoções para as mais variadas cidades mundiais. Todos os dias mando essas ilusões para o caixote do lixo com um suspiro sentido porque são esperanças apagadas à partida. É pena não haver empregos idílicos em que, durante as 8 horas de trabalho, teria de substituir a cadeira de um escritório por desbravar caminhos novos. Se pudesse escolher não queria grandes carros, festas e mansões, queria sómente o luxo de poder simplesmente ir.
E já agora que tivesse companhia. Contigo aprendi que melhor do que conhecer lugares novos, é poder partilhá-los com alguém que nos conhece as entranhas. Em sítios novos sou sempre uma miuda com aquele brilho nos olhos de quem vê tudo pela primeira vez, como uma criança num parque de diversões que puxa a mão da mãe com entusiasmo e diz "olha isto...olha aquilo...".
Ainda à dias me disseste que não sabias o que me oferecer no Natal. É simples, oferece-me umas meias às riscas num país novo.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Estava por aqui nos meus devaneios virtuais e deparo-me com um texto fabuloso. Um texto que tem sentido, ainda por cima de algo que eu gosto....que me mexam nos pés. Não tenho cócegas portanto qualquer massagem, beijo, miminho, nos pés deixam-me tão a ronronar como um gato acariciado entre as orelhas. E tu também gostas que eu sei!

" O amor não está na juras ou promessas. Nem na liberdade dos teus dedos no corpo dela. Está nos pés. Naquele momento em que os teus tocam nos dela. Frios ou transpirados, sujos ou lavados, de unhas cortadas ou compridas. Quando os pés dela se esfregam nos teus e ali ficam.
É aquele instante tabu, em que a âncora do teu corpo tenta entrelaçar-se no outro. Em que ofereces a tua base. O teu sustento. O teu equilíbrio. Está aqui e é teu.
Não há intimidade maior, nem oferta mais doce. Quando, indiferente ao que aqueles cinco dedos comportam, deixas o teu dedo grande passar-lhe pela palma do pé. Quando sentes a rispidez da pele do calcanhar na barriga da perna e prendes, em pinça, os dedos dela nos teus.
“E, então? Já lhe tocaste nos pés?” " 
Adoro chá! Só o de tomilho e de pau-de-marmeleiro é que dispenso categoricamente, de resto qualquer um marchá (ólhó trocadilho tão bonito!). 
Agora que o frio começou, dá-me também vontade de beber chás quentinhos, daqueles que primeiro aquecem as mãos na caneca e depois o interior. E qual o chá que me apetecia mesmo mesmo mesmo? Este, que só se encontra no café da lista negra...quando há.


Bah!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

E porque o universo acha que a minha cara ficava muito mais gira com textura, carregou-me a fronha com borbulhas de adolescente. Deve ser para fazer sobressair a criança que há em mim. De qualquer forma quero aqui salientar que não gosto de parecer uma pizza, tenho dito!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tem dias que dou por mim a pensar que a vida dá grandes voltas. Estava eu na faculdade com uma relação estável e desejava que, quando acabasse o curso, casar e ter filhos enquanto que mais nenhuma colega era da mesma onda, inclusivamente, algumas recusavam categoricamente esse modo de vida. Hoje tenho quase quase quase um ano de uma relação (weeeee) mas filhos e casamento estão bem longe lá no horizonte. Contudo aquelas duas amigas que tanto insistiam que miudos dão trabalho e casamento é para palermas.....uma está grávida de 8 meses e a outra está a planear um casamento de conto de fadas.
Voltas e mais voltas, por vezes fico com medo de sonhar para não ter mais desilusões. Até os sentimentos mudam sem nos darmos conta, um amor passa a amizade e uma amizade torna-se num amor saudável e genuíno.
Aquele tipo de amor em que, quando estamos juntos, dá vontade de beliscar para ter a certeza que estamos acordados. Um amor que quer sempre mais, que dói quando se tem de separar e que está  presente em todas aquelas pequenas coisas do dia a dia. Paixão que dá vontade de ser uma pessoa melhor em todos os aspectos, que embeleza a alma e brilha no exterior. 
Tu fazes-me bem, fazes-me acreditar e ter esperança que a volta desta vez será positiva, que finalmente será equilibrada e me deixe sonhar por um futuro melhor. Espero mesmo que, neste aspecto, seja a minha última volta. Estou cansada e quero ficar por aqui. Quero aquele conforto quentinho que as pessoas felizes têm. Posso ser egoísta desta vez?
O sol, as unhas pintadas de verde azulado e um beijinho de boa noite entregue ontem ao domicílio melhoraram sem dúvida o meu estado de espírito. É tão bom como coisas simples podem fazer grandes milagres.

Ah, sem esquecer que atender o telefone e ouvir uma voz de senhora muito lenta e anasalada a dizer "B'a taaaaaarde, eu sou a Jéééééésica", também me fez rir à brava e pensar que afinal não sou assim tão esquisitóide.

terça-feira, 4 de novembro de 2014


Tem dias que nada ajuda, parece que o mundo decide ser do contra e reuniu um imenso conjunto de situações e pessoas cujo principal objectivo é simplesmente chatear-me.
Tenho de fechar os olhos, respirar fundo, contar até mil, sorrir e acenar. Não vale a pena explodir, desabafar, demonstrar seja lá o que for, é preciso manter a paciência e sorrir! É falso, é amarelo, mas tenho de me obrigar a sorrir.
Devia de haver comprimidos para facilitar esse sorriso....ou talvez devesse tomar Xanax...ou talvez...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Também ainda não vai ser hoje que escrevo um texto super romântico e eloquente sobre como me sinto completa quando estou contigo. Em vez disso, e mantendo-me na temática de "gaja", vou escrever uma adenda sobre um workshop de automaquilhagem que fiz ontem.
Colocam-se muito mais camadas de betume produtos do que eu estava habituada a fazer. São tanto que vou deixar aqui uma lista para não me esquecer quando me maquilhar (nos dias em que o rei faz anos). Assim sendo:
- Primeiro lava-se bem a cara com produto específico ou, no caso de pobretanas como eu, água de rosas está impecável;
- Depois desinfecta-se as mãos "sim meninas, não queremos bactérias nessa cara lavadinha"!!!!!
- Todos os restantes cremes são colocados em movimentos circulares e de baixo para cima;
- Sérum para....well...sérum;
- Creme hidratante;
- Primer, basicamente um género de photoshop que já uso de vez em quando e deixa a cara lisinha tipo pele de rabo de bebé;
- Base;
- Pó compacto para fixar a cor e remover brilho;
- Creme anti-olheiras (suuuuuuuper importante no meu caso);
- Creme iluminador nas olheiras e nas pálpebras para disfarçar as rugas;
- Depois fazem-se mega covinhas nas bochechas e dessa linha para baixo utiliza-se um pó mais escuro que a base, da linha para cima é que se coloca um tom coradinho nas bochechas;
- Iluminador nas fontes (precisamos de fontes iluminadas);
- Lápis iluminador mesmo por baixo da linha das sobrancelhas para fazer um lifting instantâneo;
- Rímel para sobrancelhas;
- Eyeliner....aquela coisa muito chata que dá sempre borrada da grande no meu caso. Ao início colocar em pequenas linhas finas e corrigir com cotonete e desmaquilhante;
- Sombra nos olhos;
- Rímel para ficar com umas pestanas super sedutoras;
- Batom e gloss nos lábios.

Voilá....já está! Fica muito bonito e tal mas gosto muito de dormir e não tenho assim tanta pachorra para estas coisas. O meu ritual diário de lavar a cara, meter creme hidratante e batom ainda com os olhos meio fechados está mais que bom para a minha simples pessoa.

Agora vou ali ver um pouco de futebol e arrotar para me livrar de todas as mariquices de gaja.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

“Quando percebes que queres passar o resto da tua vida com alguém, queres que o resto da tua vida comece rapidamente”

Podia ter começado hoje mas a manhã começou cinzenta e toda essa maldita cor invadiu o meu ser, deixando-me com o espírito macilento.
Talvez amanhã, ou depois, não tens pressa pois não?

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"Paixão é aquele sentimento que quase te faz perder o ar diante do objeto de sua afeição. Que faz com que você queira passar as vinte e quatro horas do dia e os sete dias da semana ao lado da pessoa que parece conhecer cada detalhe do seu corpo e da sua mente, que mexe com você de maneira até então inimaginável. Paixão é aquela ebulição, aquilo sobre o qual não se tem controle, que nos deixa protegidos, mas inseguros, que nos faz corajosos, mas também covardes. É um sentimento polar, capaz de provocar dor e delícia em doses igualmente cavalares. Insanas, até.
Mas paixão é momentânea. Por isso relacionamentos duradouros não sobrevivem de paixão, mas de admiração e empenho. Casais juntos há cinco, dez, vinte, cinquenta anos pautam a solidez de suas relações tomando decisões difíceis dia após dia. Decide-se dizer a verdade, decide-se ser fiel, decide-se ter paciência. Faz- se a escolha, dia após dia, de permanecer junto àquela pessoa que nos ajuda a atravessar o mar tempestuoso que lava cada um de nós por dentro. Compromete-se com o outro a cada novas vinte e quatro horas."

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Do pouco que sei é que um Amor é melhor quando é para sempre, mesmo que dure um só dia. Muito melhor do que um Amor a prazo que dura uma eternidade."
"Desistir de quem não nos quer é menos doloroso do que ser abandonado, por mais que seja exactamente a mesma coisa, as palavras sempre foram a melhor forma de sofrer."

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

"Os caminhos cruzam-se, mas as pessoas não se tocam. Não partilham nada além daquele breve instante no metro, ou na fila do supermercado. A maior parte do dia estamos em contacto com outro ser humano, mas há sempre aquela hora, que parece eterna, onde tudo desaparece e resta apenas o indivíduo e os seus arrependimentos. Sentimos o peso de viver na nossa carne maltratada"

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Por mais negro que seja o momento, o amor e a esperança são sempre possíveis."

"Todos vivemos numa casa em chamas. Não podemos chamar os bombeiros. Não há saída possível."

"A luz acha que viaja mais rápido que tudo, mas está errada. Não importa quão rápido a luz viaje descobre que a escuridão sempre chega antes e está a sua espera."

terça-feira, 8 de julho de 2014

"o suicido é afinal apenas um homem sem argumentos, ou com argumentos a mais, quem sabe?"

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Decepções, erros e falhas não são de todo ruins. Elas nos tornam fortes, firmes e camuflados a tudo o que puder vir a acontecer futuramente. É como se fôssemos envoltos num campo de força contra as desilusões, perdas ou pelo simples facto das coisas darem errado. Nós acumulamos demais o que nos faz mal, acabamos nos entristecendo, até que nos tornamos completamente tristes. Chega uma altura em que as lágrimas se esgotam, o esforço some, a vontade se gasta, os dias perdem a cor, e nada mais é especial a ponto de nos conseguir surpreender. Deixamos de tentar encontrar alguém, nos convencemos de que estamos bem sozinhos. Não precisamos de ninguém, até começarmos a perceber que precisamos mais do que pensamos que precisaríamos. A vida segue, e quando damos por nós mesmos, nos tornamos frios, insensíveis e invisíveis perante os dramas da vida comum. Pois todos os que hoje em dia são fortes e não dão a impressão de possuírem sentimentos, um dia já foram mais sentimentais do que se imagina, e só são o que são actualmente porque se cansaram, se esgotaram. Tudo cansa...até a vida!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

"Quando olhamos para o abismo, ele também nos olha." 

Nietzsche
“Nada é mais belo do que um corpo nu. A roupa mais bela que pode vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama."

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cheguei ou não parti?

Que estranha a minha solidão!
Não sei se estou só
Por estar sòzinha
Ou se estou sòzinha
Por ser só.


Ana Hatherly

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Por vezes não gosto de pessoas. Não gosto da humanidade que me tira o ar. Fico sem paciência para continuar a subsistir e só me apetece estar sozinha num canto qualquer em que o mundo não me encontre. Eu e as minhas complicações, com a minha alma adormecida, com a minha vontade de não ser eu.

Fernando Pessoa é que tinha razão:

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

"O que é que me tortura?... Se até a tua face calma
Só me enche de tédios e de ópios de ócios medonhos...
Não sei... Eu sou um doido que estranha a sua própria alma...
Eu fui amado em efígie num país para além dos sonhos..."

segunda-feira, 2 de junho de 2014

"O amor nunca tem uma morte natural. Morre de cegueira, de erros e de traições. Morre de cansaço, de abandono e desilusão" (Anais Nim)

"Toda a arte de viver consiste numa boa combinação entre o que se esquece e o que se conserva"
(Henry Ellis)

"Alguns pensam que o que nos faz mais fortes é aguentar, mas às vezes é apenas deixar estar" (Herman Hesse)

"Os homens não são prisioneiros do seu destino, mas sim prisioneiros da sua própria mente" (Franklin D. Roosevelt)

"Estamos sós, vivemos sós e morremos sós. Somente através do amor e da amizade podemos ter a ilusão de não estarmos sós " (Orson Welles)

"Infelizmente, uma super abundância de sonhos é compensada por um crescente potencial de pesadelos." (Sir Peter Ustinou) 

"Algumas das melhores lições são aprendidas dos erros do passado. O erro do passado é a sabedoria do futuro." (Dale Turner)  

"As famílias felizes são todas parecidas. As infelizes são infelizes cada uma de seu jeito." (Leo Tolstói)  

"Disseram que: O tempo cura tudo. Não concordo. As feridas permanecem. Com o tempo, a mente protegendo sua sanidade, cobre-as com cicatrizes e a dor diminui. Mas ela nunca se vai." (Rose Kennedy) 

"há palavras tão duras que mudam o nosso fundo,
se me dissesses que não me querias não me mudavas o fundo, matavas-me,
não é a mesma coisa, pois não?,
aperta-me um simples adeus num filme, eu e tu e duas pessoas que se despedem,
devia ser proibido separar quem se ama, não devia?,
não sei quem raios inventou isto tudo,
mas como diabos não se lembrou de algo tão elementar como isto?,
devia ser proibido separar quem se ama,"

sexta-feira, 30 de maio de 2014

"No edifício viviam pessoas de toda a espécie: desde jovens trabalhadores solteiros até velhos que moravam sozinhos, passando por universitarios e por casais com filhos pequenos. Apesar das pequenas diferenças em função da idade e do meio social, todas elas pareciam cansadas e fartas da vida que levavam. Sem esperança no futuro, esquecidas das suas ambições e com a sensibilidade embotada, a resignação e a impassibilidade haviam-se instalado no vazio em que se convertera a sua existência. Os rostos mostravam-se sombrios e o seu andar era pesado, como se tivessem acabado de lhes arrancar um dente no consultório do dentista."
"Tu não sabes...
Ninguém sabe...

... mas tu devolveste-me o sorriso interior, a gargalhada franca e não forçada que habita o peito dos puros. Retiraste o peso do meu coração e a sombra da minha alma. Por ti, por tua causa, adormeço em sorriso.

Tu não sabias...
Ninguém sabia..."
"Sou mestre na arte de falar em silêncio.
Toda a minha vida falei calando-me
e vivi em mim mesmo tragédias inteiras
sem pronunciar uma palavra..."
"Viras-me de cabeça para baixo e deixas-me sem norte só de te saber por perto.
Que estranhos feitiços da vida os da paixão!
Porque fazes de mim rocha em vez de rio?
Quero acreditar que não estás lá, mas só consigo ver-te.
Vives num iceberg de Freud dentro de mim e de quando em quando saltas cá para fora a provar-me que estou viva, que ainda sinto, que sou capaz de amar... afinal, simplesmente estavas lá.
Pelo menos sinto!
É melhor que a indiferença.
Queres o copo meio cheio ou meio vazio?"
Tal como acontece tantas vezes, hoje amanheceu cinzento e dei por mim a recitar mentalmente que:

"Às vezes, em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um país
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz."