quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Gosto muito de viajar, acho que conhecer lugares novos é das coisas que mais prazer me dá na vida. O desejo de ir ver um local desconhecido é tão forte que até já me aventurei sozinha por terras de nuestros hermanos para reviver Madrid, maravilhar-me em Toledo e descobrir Bilbao. 
Poder viajar pelo menos uma vez por ano é uma necessidade, são 11 meses a desejar que cheguem as férias para poder ir a algum sítio novo e quando regresso começo a magicar onde gostaria de ir....daí a 11 meses. É uma ansiedade grande, daquelas que dá vontade de arranjar um calendário e riscar os dias que passam até chegar ao grande dia em que tenho as malas feitas e "adeus e um queijo".
Para piorar, todos os dias recebo no email ideias e promoções para as mais variadas cidades mundiais. Todos os dias mando essas ilusões para o caixote do lixo com um suspiro sentido porque são esperanças apagadas à partida. É pena não haver empregos idílicos em que, durante as 8 horas de trabalho, teria de substituir a cadeira de um escritório por desbravar caminhos novos. Se pudesse escolher não queria grandes carros, festas e mansões, queria sómente o luxo de poder simplesmente ir.
E já agora que tivesse companhia. Contigo aprendi que melhor do que conhecer lugares novos, é poder partilhá-los com alguém que nos conhece as entranhas. Em sítios novos sou sempre uma miuda com aquele brilho nos olhos de quem vê tudo pela primeira vez, como uma criança num parque de diversões que puxa a mão da mãe com entusiasmo e diz "olha isto...olha aquilo...".
Ainda à dias me disseste que não sabias o que me oferecer no Natal. É simples, oferece-me umas meias às riscas num país novo.

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