terça-feira, 27 de outubro de 2015

Estou a passos curtos de ser uma típica solteirona a viver em casa dos pais para o resto da vida. Chego a casa depois de um dia de trabalho, que de certeza terá sido psicologicamente esgotante, e tenho de aturar as birras de três "crianças" que já largaram esse estatuto à várias dezenas de anos. Não admira que nunca tenha sentido aquele espaço como minha casa, nem esse nem nenhum. O mais próximo disso é talvez o meu meio carro, o único local realmente meu que pode ser como eu quiser e com quem eu quiser. Durante os malditos cinco dias da semana, a melhor altura do dia é pouco depois das 18h30 quando me sento no banco cinzento-claro-badalhoco e me sinto aliviada por ter um pouco de silêncio e calma. São os melhores minutos. Os minutos só meus que por vezes prolongo mas que têm sempre de acabar para aturar as "crianças" que não me pertencem. 

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